Segunda-feira, 07 de Abril de 2008

Neste início de novo Milénio a Humanidade ao ser investida pelas novas energias reflecte e busca novas direcções para se orientar.

O mundo, nos últimos 50 anos, mudou muito rápido, até os livros de geografia quase não conseguem acompanhar as mudanças que ocorrem na configuração dos países.

Os computadores tornaram-se primordiais para a comunicação e o desenvolvimento tecnológico das nações, a Internet é a grande vedeta deste início de milénio, interligando pessoas de todos os continentes.

Uma rede física de cabos, fibras ópticas e satélites ligados às centrais telefónicas de todo o mundo, que por sua vez se ligam aos computadores domésticos através de simples linhas telefónicas e que gerem a base pela qual a comunicação e as relações entre os homens está a acontecer de forma mais efectiva.

A fabulosa base tecnológica, na qual, estas relações “virtuais” estão assentes, dá-nos uma noção do enorme desenvolvimento das ciências na geração do conhecimento técnico necessário para tornar a vida do homem mais confortável. 

No meio de todo este desenvolvimento técnico, no entanto, verificamos que o Homem, sendo um ser que vive e aspira viver sempre melhor, acaba sendo atropelado pela própria história que cria, esquecendo-se que viver melhor não diz respeito apenas a viver confortavelmente, mas principalmente a viver em harmonia consigo próprio e com o meio onde habita.

Após um período em que emergimos numa busca desenfreada pela aquisição de bens materiais, e quase nos afogámos em falsos valores que relegaram o próprio Ser para uma posição secundária nas nossas vidas, verificamos agora que se está a voltar ao conhecimento dos antigos, onde o que vale é o Ser Humano na sua plenitude.

A paz, o bem-estar e a prosperidade dependem do equilíbrio – é claro que os bens materiais estão incluídos neste equilíbrio, porque é natural desejarmos usufruir do melhor que o mundo e a criatividade humana nos possam proporcionar – o que não podemos é violentar a nossa essência esquecendo que não somos aquilo que temos, e sim aquela parte nua que tentamos a todo o custo vestir, escondendo-nos uns dos outros através de valores artificiais, que não nos podem nutrir e que nos afastam cada vez mais de nós mesmos, causando-nos um desconforto que não sabemos muito bem de onde vem, mas que sentimos soar muito forte na nossa alma.

O progresso é necessário e benéfico, desde que sirva o Homem e não o contrário. Hoje em dia, temos muita tecnologia, mas ainda não revertemos essa tecnologia em bem-estar para todos, pelo contrário, parece que o próprio conhecimento tem servido mais como um instrumento de separação e distanciamento entre nós, servindo apenas àqueles que possuem condições económicas privilegiadas para adquirir os seus benefícios.

Talvez neste período que chamamos de Nova Era, em que a energia do mundo se volta para o próprio Homem, buscando conhecer a si mesmo como Ser, amparado pelo Conhecimento dos Antigos e, em conjunto com o conhecimento das Ciências Tradicionais, possamos reacender nos nossos corações a noção de integração, que é a base filosófica dos métodos e técnicas de harmonização e equilíbrio que vêm da Antiguidade, inserindo na nossa mentalidade racional/ocidental, um pouco mais de solidariedade, compaixão e integração, permitindo assim que aquela pequena fagulha que pulsa no peito de cada um, possa se expandir e brilhar preenchendo cada pessoa e cada Ser com o fulgor da criação. Então veremos que somos unos e que não podemos criar ilhas de felicidade, mas que somos um oceano, e que o bem-estar de cada um é uma gota de água enchendo esse oceano, onde todos se possam banhar.

Cuidar de nós é cuidar de encher esse oceano e o Reiki é uma parte desse Conhecimento Antigo, é parte integrante do património genético da humanidade.

publicado por templodecura às 13:45


Devemos Todos aprender a SER um Templo de cura
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