Domingo, 19 de Maio de 2013



Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado.

Foi necessário chamar ajuda pela rádio e ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.
Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue.

Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía o sangue preciso. Reuniram então as crianças e entre gestos, arranhadelas no idioma, tentaram explicar o que estava a acontecer e que
precisariam de um voluntário para doar o sangue.

Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng.

Ele foi preparado à pressa ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele manteve-se quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre.

O médico perguntou-lhe se lhe estava a doer e ele negou. Mas passado pouco tento começou a soluçar de de novo, enquanto continha as lágrimas.
O médico ficou preocupado e voltou a perguntar-lhe, e novamente ele negou.
Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisas estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que se estava a passar com Heng.

Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... minutos depois ele estava novamente tranqüilo.
A enfermeira então explicou aos americanos: "Ele pensou que ia morrer; não tinha entendido direito o que vocês disseram e pensava que ia ter
que dar todo o seu sangue para a menina não morrer."
O médico aproximou-se dele e com a ajuda da enfermeira perguntou:
- "Mas se era assim, então porque é que se ofereceu para dar o seu sangue?"
E o menino respondeu simplesmente:
- "Ela é minha amiga."

publicado por templodecura às 18:56


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